26 novembro 2009

joni mitchell, Veja e fauna e flora

Estou ouvindo Joni Mitchell e sou romântica e a Veja é uma revista que me causa diversos males, mas é preciso que se leia. Sou uma péssima vendedora de livros, não sei fazer marketing pessoal e o perfume do Jasmim de minha vizinha invade minha casa durante o dia. E hoje estou me preparando para colocar em ordem as cadernetas de minhas turmas. E vou corrigir provas e trabalhos e telefonar para minha mãe e ela vai dizer que sou meio desligada e nunca dou as caras. Minha mãe sempre tem razão. A pergunta que deve estar na ponta da língua é: E daí? E daí mesmo. Certas coisas são tão nossas que chega a ser crime torná-las públicas. Mas, acredito eu, coisas boas devem ser registradas. Hoje estou feliz porque recebi um e-mail do Cronópios e lá está um texto que escrevi. E compartilho com vocês que leem minhas linhas feitas de avessos um instante de uma vida.


É só clicar na imagem e dar uma olhada, ler, reler e ler mais e assim por diante.







E ouço Folk pela manhã. Joni Mitchell





Um beijo para todos.
E segue o dia em harmonia.

24 setembro 2009

artesã de ilusórios







Um belo dia decidi que escreveria um livro. Em minha imaginação, tudo seria simples. Uma capa, muitas folhinhas cheias de palavras, muitas idéias para a capa, contracapa, prefácio, muitas imagens e eu poderia publicar um livro, plantar uma árvore e viver feliz com meus botões. Mas o quadro foi bem diferente do que sonhava minha mente infantil. Em fevereiro de 2009, eu já estava com todo o material que seria publicado e saí em busca de editoras. Recebi orçamentos, muitas palavras de encorajamento, oportunidades de ter um livro meu publicado e divulgado via internet. E eu só queria o livro pronto. Nada mais. Um livro com as minhas palavras que ora vêm trocadas, ora consigo deixá-las na linha. E, com a ajuda de muitas pessoas, fui tecendo o livro. Entrei em contato com a Editora Universitária, aqui em João Pessoa mesmo, e o editor me disse pra enviar o material por e-mail, com as devidas correções e, em um passe de mágica, o sonho seria, de uma vez por todas, concretizado. Eu não sabia como funcionavam questões editoriais, prazos e muitas viagens à editora pra ver o livro sendo construído. O livro Artesã de Ilusórios nasceu de um conto, narrativa, texto que traz o mesmo título. E, na procura por uma capa que vestisse bem o que eu havia escrito, enviei um e-mail à artista plástica Jô Cortez que, prontamente disse poder fazer com grande alegria uma tela que ilustrasse meu trabalho. E, no meio do caminho, encontrei uma pessoa que se dispôs a me ajudar. Logo, passei a enviar e-mails. A querida amiga e escritora Eulália Isabel Coelho (Biba) aceitou de boa vontade e grande generosidade ler o material que eu enviei e escrever algumas palavras que ilustrassem a contracapa. Palavras que já receberam muitos elogios dos poucos que já estão com o livro em mãos. O prefácio não poderia ser escrito por outra pessoa que não a Zélia Maria, especialista em Literatura Anglo-Americana, grande amiga com quem falo a respeito de literatura, falo de meus textos e ela me ajuda a ver onde preciso refazer palavras e consertar pensamentos que não ficam muito claros quando escrevo. E corri com o tempo pra fazer tudo como deve ser feito. Diagramação da capa, do livro em si, revisão, outra diagramação e assim por diante. Foram muitas revisões, releituras, muita organização e fé para que a Artesã existisse no plano material. E, em outro belo dia, o editor José Luiz disse que gostaria de levar meu livro à Bienal do Livro no Rio de Janeiro. E fomos. O livro e eu. Pude estar lá, ver a reação das pessoas ao tocarem o livro, fiz amigos e fiz mais fotos do que se fosse dia de casamento. Eu digo que foi um pré-lançamento porque haverá outro lançamento aqui em João Pessoa, cidade onde moro. Já recebi e-mail de amigos querendo adquirir o livro em questão e decidi escrever no afeto e dizer que sim, podem adquirir o livro entrando em contato comigo. Eu bem queria ter escrito uma página só de agradecimentos, mas esqueceria alguém e isso seria injusto. Tenho muito a quem agradecer. Vocês que, desde sempre vêm ao afeto, leem o que exponho e me encorajam e me fazem, cada vez mais, seguir adiante. Pretendo escrever por muito tempo. Mesmo que esse muito tempo seja apenas um raro instante.

E para ler Artesã de Ilusórios (204 páginas em papel pólen e tamanho normal) basta entrar em contato comigo, enviando um e-mail para leticiapalmeira@gmail.com. E ficarei mais feliz, autografando livros para os meus amigos escritores e pensadores do mundo virtual.

No fim das contas, que é ponto que agora chego, estou feliz. É gratificante. E sobre o conteúdo do livro, adianto que tentei fazer do artesanato, palavras.



29 maio 2009

fio de ariadne

Com grande alegria, recebi e aceitei o convite da Vanessa Anacleto para participar de uma entrevista em seu blogue Fio de Ariadne. Foi muito bom responder questões que, até hoje, poucos sabem a meu respeito.

E eu falo a respeito do presidente dos Estados Unidos, gripe suína, minha última viagem para o Egito, casamento entre pessoas do mesmo sexo, Vaticano, política e outras coisas mais.

Agora, sem brincadeiras, quem quiser saber algumas de minhas opiniões acerca do mundo, é só dar uma olhada no blogue da Vanessa.

Agradeço de coração, Vanessa.


Quem quiser dar uma lida, é só clicar na imagem abaixo.






E mais beijos aos que passarem.

26 maio 2009

the book is on the table

A pedido de minha velha amiga Elizabeth e seu filho Charles, decidi escrever uma história em inglês e o editor e escritor Beto Canales, muito gentilmente, enviou o texto para o site 3:AM Magazine e lá está.

Vou deixar aqui o link, caso alguém queira dar uma lida, conhecer a versão do site em inglês e apreciar a paisagem. É meu primeiro conto escrito em inglês e foi bom ter escrito em outra língua. Um desafio. Logo trarei a Versão Brasileira Herbert Richers.

E aqui está o link.


The Silent Lilly


E por motivo de uma gripe, seguida de uma viagem e um torcicolo, andei ausente dos blogues de meus amigos escritores. Retomarei meu ritmo de leitura imediatamente.


Beijos aos que passarem.

27 abril 2009

nota nada musical

Certa vez, enquanto conversava com um amigo acerca do mundo virtual, falamos a respeito dos motivos de se escrever em um blog. Percebi que o espaço virtual é uma forma de liberdade. Pessoas escrevem todos os dias, falando desde dores de barriga à questões políticas. No meu caso, uso esse espaço para criar histórias. Ou contos. Não sei. Faço do afeto literário uma oficina onde aprendo, cada vez mais, a manter meus pés no campo ficcional, tratar de literatura que é o meu objeto de estudo e, assim, mantenho o meu objetivo de seguir escrevendo, recebendo comentários e críticas e acreditando que liberdade e libertinagem se diferem por uma linha bastante sensível. Pessoas de bom senso sabem fazer uso da liberdade. Quanto à libertinagem, eu tento esquecer e apago comentários que não demonstram interesse no que escrevi ou que fujam do contexto.

Pode parecer que estou dando satisfação e estou. Assim que entro em meu blog, dou de cara com um comentário sarcástico e de mau gosto. Coisa que nunca havia ocorrido antes. Meu objetivo aqui é bastante claro. Meu blog não é um diário, tampouco um blog jornalístico ou algo que venha expor minha vida particular. Não é este o meu propósito. Não tenho preconceito algum com blogs que sigam a linha de diários virtuais, eróticos ou que sejam voltados para relacionamento entre blogueiros. No entanto, que fique claro que não busco relações amorosas, flertes ou qualquer coisa do gênero.

Enfim, não acho que seja de mau gosto dizer a que vim. Escrevo neste blog há um bom tempo e pretendo continuar. Não vou moderar comentários porque acho desnecessário. Qualquer coisa que venha a ferir a minha índole e também diminuir as pessoas que me leem, meus amigos e também escritores de blogs, será deletada. Eu apagarei comentários que apresentem conteúdo inadequado ou que nada tenham a ver com o que foi por mim escrito.


Faço isso em meu respeito aos meus amigos leitores.
Faço isso porque não fico em silêncio diante da maldade.



Letícia Palmeira

05 abril 2009

domingo é todo dia

Hoje é domingo e muitos saem de casa e enfrentam o sol e o mar. Eu sou meio casulo. Fico em casa, ouvindo Beatles, assisto TV e como bastante caloria. Sou normal e comum. Eu pensei em escrever antes, mas quem me conhece sabe que sou tímida e coisa e tal e assim eu sigo. Mas não posso deixar passar porque é bom, é humano e é perfeito agradecer. A Mariza me convidou e eu aceitei e lá estou eu na Germina. Eu fiquei feliz e mais que feliz e contente demais. Não sou de estragar a festa dos outros e também não estrago a minha. Aproveito até o fim da festa. Então, hoje é domingo, ouço Beatles e agradeço à Mariza Lourenço que me abriu essa porta. E janela também.

Outros agradecimentos, dedico aos amigos que me trazem força e me fazem seguir. Todos vocês. Zélia Palmeira, Lorena Ferrari, Leandro Neres, Germano Xavier, Vidal, João Neto, Márcio Almeida, Beto Canales, Biba, Mai, Elcio, Monday, Glaucia, Du, Narradora, Emiliana e muitos outros amigos que, mesmo que não escrevam em blogues, me acompanham e me ajudam a acreditar.

Quem quiser dar uma olhada na página em que estão meus textos, é só clicar na imagem abaixo:







E, novamente, obrigada Mariza. Vou lembrar sempre. Bondade a gente não esquece e não deixa passar sem perceber.


Beijos.