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Mostrando postagens de julho, 2010

pluct plact zum

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Aprendi com meu avô, que era caixeiro viajante, que a propaganda é a alma do negócio. Mentira. Meu avô não era caixeiro viajante. Porém, propaganda é alma. Para os que se aventuram a ler minhas mal traçadas linhas, estou no cronópios. Clique na imagem e pluct, plact, zum. E Andy Warhol estava completamente certo.

abracadabra

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1 Narrarei com as duas mãos, e um pé na frente e outro atrás, a bruta capacidade que possuem meus pensamentos robustos e irracionais. Me fazem acreditar em tudo. Sétima arte, escada de emergência, redução de calorias à base de manobras sexuais banais e decadentes e traduzo, à fina língua, o filosófico francês do jogo da amarelinha. Comedores de meu juízo. Televisivos e virtuais, andam sempre em pares e, quando díspares, nunca os vi desiguais. 2 Estou alegremente ouvindo Fiona Apple às três da manhã. Hora macabra, abracadabra e meus amigos todos dando risada. Bando de gente errada. Não fazem ideia de quem eu sou. Sumo sacerdote fêmea. Dotada de incríveis poderes sobrenaturais que de nada valem. Mas veja minha ambiguidade. Sirvo a tantas bocas e minha mesa está sempre escassa. 2/5 Poema. Deitado de lado de olhos fechados Ainda será poema. Aquele que o escreve, porém, que não sonhe Sempre o poema muda o rumo de alguém. Passional 3 Ana C. era passional Mar...

relógio embriagado

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Amor em duas vias Assassinadas Esquecidas Papel amarelado de medo Perdido no pó da gaveta E o jantar falho de vinho? Na sexta-feira? Depois do expediente Entorpecente a língua fala Quando deveria calar Descobri por acaso Tenho fraco por fracassos Sou meu próprio anti-herói Como se o dia ofuscasse janelas, como se deuses andassem nas ruas, como se o céu abrisse a boca em enormes clareiras, como se fosse chuva e sol, como se animais noturnos rompessem segredos, como se o medo e a devoção dos santos nos atingissem, como se o estrondo de suas mãos em minhas mãos fossem certezas, como se as ilhas solitárias do pacífico fossem nossas, invadidas e penetradas casas, como se a trajetória da queda rumo ao abismo forjasse sentido, como se não existisse você, como se não existisse eu, como se não existisse mundo nem poesia que transtorna a vida dos sentimentos escondidos dentro da voz, descobri que não somos iguais. Soldados cobertos de armais mortais. Sou traça que devora suas ...

reality bites

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Não escreva agora o que você pode deixar para outra história. Escrever é o meu drama. Nítido e particular. Estou sempre com algumas mil palavras para colocar no papel (que nem sempre é papel). Largo tudo no Word mesmo ou, à moda antiga, tenho um diário estilo menininha e escrevo coisas quando estou por aí. E agora ando calada, acuada e castrada (adoro Ângela Rô Rô). Então estou lendo. Muitos livros. Estantes de muitos livros. Leio crítica literária, poesia, auto-ajuda e Stephenie Meyer (que é um gênio – vale salientar). Não aguentado apelos midiáticos, me intrometi a ler Amanhecer (continuação da história sobre vampiros que saem à luz do dia, têm suas imagens refletidas em espelhos e não têm medo de crucifixo e cortam até cebola). E a mulher ficou milionária escrevendo tudo isso. E, no meio de minha insônia, terminei o capítulo que é mais focado no lobisomem que não usa camiseta e tem 16 anos. E concluí que a história não é ruim. Tem lá seus altos e baixos, citações desnecessári...