23 julho 2010

mulheres, crianças e escadas rolantes





Patrimônio decadente do espírito urbano. Passeio mundano de gente e uma menina a se embelezar. Adolescentes, convalescentes da ingenuidade, pessoas e seus troféus e acabo de comprar em mil quilates de idiotice um belíssimo anel. A jóia se aloja no anelar e caminho entre o povo para mostrar quem sou. Marionete por vontade própria e a cidade pequena pensa ser grande e não passa de mais um aglomerado de passantes sofrendo e morrendo de fome. Fome que não é física. É moral. A ética se esconde debaixo das solas dos sapatos dos gentis maridos acovardados por solenes votos conjugais. E conversam homens armados de suas carteiras cheias de notas fiscais. Mulheres copiam mulheres. Olha a bolsa que ela tem e eu não tenho e quero ter e divido em parcelas minha insatisfeita e consumista estupidez. E correm crianças aparelhadas de artefatos medonhos: telefones, micro computadores e falam em sexo e crianças cometem estupro e morrem e se calam grandes famílias de muitos sobrenomes. E, no canto externo, ao estacionar o carro, sofre assalto o jovem que acaba de se prestar ao vestibular. E é o que há. Novidade antiga que ainda é polêmica em jornal classe a. O mundo não passa de um sorriso desdentado de um deus que nunca nos ouvirá.





Image by shadymango

4 comentários:

Sonhadora disse...

It´s true!

=T

Mai disse...

E no pacote do consumismo alienante, ainda há a televisão que destrói toda a gente com sua novela.

Lamentavelmente é isto, Let.
excelente!
beijo.

Zélia disse...

Realmente, a humanidade é decadente. No momento, eu estou pensando em nós mulheres. Como ainda temos coisas a conquistar, meu Deus! E como são imbecís e fúteis certas mulheres que nos cercam. Triste...

Ribeiro Pedreira disse...

viver intensamente é descer aos porões da miséria, sentir na pele o que se esconde por trás dos quilates da existência fútil.