república
Solidão entre cinco paredes. Vezes mais, vezes menos e são belos seus pequenos azulejos imaginários portugueses. E construímos. Você constrói. Lembra o dia de ser herói? Salvar amigo, ainda criança, quando feliz corria em sua bicicleta e cai o menino e você o salvou. Enquanto chorava a criança, algo de valor fora dito, e fora de sua boca e, de um minuto a outro, a cena era completa e você pôde sentir felicidade em ajudar alguém. Mas o tempo faz esquecer. O dia seguinte transforma o que a gente sente. Isto é sorte. Porque se arde em nós a dor, pode ser que amanhã passe. Haverá cura para todo mal, o sol brilha e ainda existe motivo para continuar. E se acredita. E não hipoteticamente. É certo que navegamos cegos no mar de imensa gente, mas, entre o elaborar de todas as coisas, há mistérios que até os mais incrédulos se acometem e se atrevem a proteger. É este o mistério maior. Aguentar o tranco. E há quem aguente? As estatísticas não mentem. E se mentem, perdoa que será perdoado t...