crônico tempo moderno
Voilà televisão e estamos com sorte. Hoje celebramos desastre de aviões em quedas e prédios tombados e a luxúria mora ao lado. Marilyn não era suicida. Apenas encurtou o caminho ao estrelato. E mulheres compram fogões blindados e assistem Leda Nagle Voz de Cigarro Hepático inteligentemente falar em Clarice Lispector, filme Cult, artistas e objetos voadores. Chá de cura é a televisão. Para toda criatura há uma saída. Vide Aldous Huxley. Mas adiantemos aos finalmentes. Geração que adoece mais cedo. Nossos pais, Belchior, não ficavam doentes antes dos trinta e as mulheres, elegantemente hippies, tinham filhos só de sentir o vento entre as pernas. Mulher hoje não engravida. É grave não deixar semente tua pela vida. Mas filho não é soma de se dividir como era antes. Todo mundo sendo criado aos trancos e espalhafatos. Filho é lei, ordem e progresso. Muito dinheiro para escola, gastos, pares de sapatos e paciência, consultas e terapeutas para não cair em loucura. Já diz o escritor d...