28 julho 2011

sinfônica adulterada







Um dia eu decidi que seria escritora. Bendita hora. Me caiu como uma luva. Mesmo que eu sempre me sinta imatura com relação ao meu trabalho, continuo acreditando que seja este o caminho certo. E, dia dessas, eu estava lendo um trecho da Clarice Lispector, e foi direto em minha opinião no que diz respeito a escrever, ser escritor e fazer disto um ofício.



"Ainda continuo um pouco sem jeito na minha nova função daquilo que não se pode chamar propriamente crônica. E, além de ser neófita no assunto, também sou em matéria de escrever para ganhar dinheiro. Já trabalhei na imprensa como profissional, sem assinar. Assinando, porém, fico automaticamente mais pessoal. E sinto-me um pouco como se estivesse vendendo minha alma. Falei nisso com um amigo que me respondeu: mas escrever é um pouco vender a alma. É verdade. Mesmo quando não é por dinheiro, a gente se expõe muito. Embora uma amiga médica tenha discordado: argumentou que na sua profissão dá a sua alma toda, e, no entanto cobra dinheiro porque também precisa viver. Vendo, pois, para vocês com o maior prazer uma certa parte de minha alma ― a parte de conversa de sábado."


(Clarice Lispector)




Sinfônica Adulterada é o segundo livro que torno público. Agradeço aos meus amigos escritores e leitores por me incentivarem a continuar. Em especial, um grande agradecimento a Zélia Palmeira pela organização do material publicado, a Jana Lauxen que me encaminhou à editora, à Multifoco pelo incentivo cultural e editorial, a Manoela Boianovsky pela ilustração da capa e a Assionara Souza que redigiu o prefácio. E a todos mais que, mesmo não sendo citados aqui, deixo minha gratidão. Vocês sabem que andam sempre comigo neste caminho literário e tortuosamente perfeito.



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Um abraço para todos.