25 janeiro 2012

à flor de celofane











Escrevendo à língua dos poetas

Tão old fashioned. Me fez chorar

Vestida feito senhora

Lendo José de Alencar

Por que não dizer amo você

E caminhar pelo parque?

Um dia dormindo, outro existindo

E colhendo roupas do varal

Esperar filme começar

E xeque-mate do destino:

Dois de nós consumidos

Por dicionários, passados

E livros










Brando e pardo vértice do querer. Clássica fobia de meus dias. Teimo em animar-te. Teimo em queimar-te. Teimo em cercar-te, ser lácteo e dissoluto. Sofro anônimo e sofro em busca de ti, flavo almo que me faz flabelar cânticos. És vênus celeste dos assírios e árabes. És bernadices de minhas oradas. Lacrimejar e fazer artesanato do que me resta é o que me resta. Vivo de minha plangência. Desbartar tuas fonas, tuas ancas, caminho de minhas auras. Abstenho horas. Vivo de inarmonia e clades de tanto sonhar-te império frêmito, doce vorá. Almo amor que não me faz remir. Balsâmica dor em formas, és premoção dos mais altos anjos e me transforma em élates de toda a força. Não comparto consistórios. Sem vestes de meu tom eclesiástico. Não colho sedução entre vultos. Sou tua fauce em voz maior. Amo absolvido. Amo em tinir em ti, ápiro ser das colinas submersas. Amor antino. Amor veraz. Amor dos algarismos que surgem, desarrazoadamente em mim, escolástico em messe. Revés de mim e meu sorriso comovido de meus visos. Altero discrepâncias para fazer de ti cruvianas do meu elaborar. Vorá, verás que venho do absinto e conjuro em meus átomos. Sou de ti, Vorá de mim.











Image by Rovi-Jesher

6 comentários:

NDORETTO disse...

Leio poesia bonita que você escreve e fico danada!!!! rsrsr.....

beijos
neusa

Marcelo R. Rezende disse...

Foda!

"Um dia dormindo, outro existindo

E colhendo roupas do varal"

Eu em verso.

Bruna Rafaella disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Bruna Rafaella disse...

Perfeito!
É uma delicadeza, tão lindo e belo o que você escreve!
Por alguns segundos saí da escuridão e me encontrei num jardim perdido, estou encantada!


Parabéns!!!!

José María Souza Costa disse...

CONVITE

Primeiro, eu vim ler o seu blogue.
Agora, estou lhe convidando a visitar o meu, e se possivel seguirmos juntos por eles. O meu blogue, é muito simples. Mas, é leve, dinamico e sobretudo Independente. Palpitamos sobre quase tudo. Diversificamos as idéias. Mas, o que vale mesmo, é a Amizade que fizermos.
Estarei grato, esperando VOCÊ, lá.
Abraços do
http://josemariacostaescreveu.blogspot.com

Marcelo Novaes disse...

Letícia,



Ora, ora... Eu pus tão plangentes versos cursivos em algoritmos e pude alcançar sua latidude vernacular, sem qualquer platitude. Ápice do léxico, palavras-flores fora da curva do idioma banal e dos canteiros comuns das conversações fúteis ou triviais. Fulcro da noz em sua substância mais essencial. Vértice do vórtice em tormentoso turbilhão: essa nossa Língua tão dilapidada e comum.


Digo-o e reitero-o com inaudito gáudio. Creia-me: é por puro mérito teu.




Sicerely Yours,



Nobálius.