26 agosto 2012

literatura de facebook










Faz tempo, desde os idos dias de cursar Letras, que ouço em literatura disso e daquilo. De bolso, de viagem, de autoajuda, de tudo. E eu compro livro de todo tipo e tamanho. E leio todos os tipos de autores (Exceto Jorge Amado. Não me instiga a leitura de sua obra). Petulância dizer que não gosto de Jorge Amado? Petulância é dizer que o lê só por ler. Isto sim. Mas o assunto é outro. Já vivi ou ainda vivo a literatura de blog. Iniciada não se sabe quando e viva até hoje, embora trôpega e quase parando, ainda insiste esta literatura virtual ou digital (Mas virtual é tão não palpável. Não combina com literatura, embora esta também seja subjetiva). Há um ano ou mais outra literatura surgiu. A literatura de facebook. E ninguém precisa estabelecer isto como uma verdade para que ela exista. Todos os dias eu leio publicações variadas no mencionado site e digo: "Mas espera! Isto é um poema. Aquilo é prosa. Isto mais é literatura". Mas, como não há acadêmicos ao redor para julgar se é arte ou não, as publicações ficam largadas a um simples curtir que nada mais é do que "talvez eu tenha lido... eu li... que bonito!". Claro que ninguém precisa ficar comentando textos para que eles sejam literários. E há muitos escritores hoje em dia. Há pensadores. E também amadores que começam a caminhar. Leio o facebook e acredito que esta seja uma nova era de se reinventar. Críticas sempre existirão. Sejam negativas ou positivas. Ctrl-C + Ctrl-V também. Não vivemos mais os tempos dos folhetins ou reuniões de grupos literários que buscavam formar correntes de pensamento. Vivemos tempos de deuses enormes com seus umbigos salientes. Mas vivemos. E isto já é uma parte da história da literatura que está sendo redigida em javascript e muitas propriedades de página. Se isto nos será gratificante, o tempo virá e dirá de nós. Portanto, só nos resta escrever.