10 junho 2013

nova liturgia









Estado romântico?
Cuidado! Pode ser engano.





É por ele que a manada estoura novamente. Estou brusca e leve como a folha de outono. A folha caída de um calendário outro. Meu cio é repleto de amor. E clichê. E água na boca do tempo em que ele tanto me beijou. Fora ontem, eu lembro. Dois corpos exibindo o mesmo afeto. A vontade munindo-se em armas. Mas será que estarei disposta para este duelo de vã-filosófico-intelecto? Eu já estava inquieta e sequer me percebi. Agora é flauta ao vento, tênis nos pés e mãos se medindo em tamanho e aspecto. É feito o templo imenso de nova liturgia. Ele diz que não se deve queimar velas sob camas. E, a respeito disto, digo apenas que sou incêndio e que sua ausência apenas elabora mais o que me inflama.










Complemento:


Sorrio quando penso
Em que lugar da sala
Guardarás o meu verso.

(Hilda Hilst)