15 agosto 2015

truncado








Eu gosto do preto no branco
Da ruga na ruga
Do estreito no eixo
E da palavra quieta e corada
No canto ─ engatilhada:
À espera do espanto




Não coloquei a roupa para moer na máquina de entortar tecido. O riso é impreciso. Sonhei com pés muito limpos e brancos. Havia também um grande ônibus de viagem. Pouca gente indo à Paris. Travo luta misteriosa com livro que não termina. O Brasil factício se expande aos olhos de Loyola Brandão. Iogurtes artificiais, mais artificiais que são. Não entende? Leia novamente. Calculo a durabilidade da paciência quando leio pra e pro. Degusto o singular propósito da eficácia contra males irremediáveis. Transito sem caminhar. Ouço sem escutar. Pois há diferenças. Compro pão dormido para o jantar e ainda espero troco. Elaboro e pergunto. O que mais vale a pena: amor ou oposto?








2 comentários:

Luis Eme disse...

O Amor vale sempre a pena, Letícia. :)

(não tem nada que ver com a paixão, garota)

Carol disse...

Estou sentindo falta dos seus textos! Sempre diz de mim!
Espero que até breve!