21 junho 2016

a obscena necessidade do verbo








Ocorreu a vontade de escrever e, com ela, o tempo de se deixar devota da escrita. Em 2014 comecei a elaborar o que se tornaria a obscena necessidade do verbo (Penalux - 2016). O escrito mais curto que publico. Curto e de muitas mãos. O original passou por diversas leituras e revisões. Sou dessas que escreve e pede a amigos apreciação. No tempo em que surgiu o manuscrito, nada era certo. Eu não sabia se o publicaria. Eu não sabia se queria publicar. Eu sabia apenas que precisava escrever. E, quando terminei, que fechei o caderno no qual o escrevi, pensei em deixá-lo quieto. Porém, em 2015, decidi reler e fazer com que fosse visto. A preocupação inicial era o gênero. Não é conto. Não é romance. Não é coisa alguma. Será? Minha análise é o próprio livro. Tentei, com unhas e palavras, dar voz a uma personagem que me perseguia por tempos. Lucélia não podia calar. E muito embora não fale com voz marcada, em a obscena necessidade do verbo, Lucélia está desperta. Em poucas páginas que me fizeram, por vários dias, tão cativa quanto curiosa, há coisas com as quais gosto de trabalhar. Coisas miúdas. Coisas esquecidas. Poeira sob o tapete que, por teimosia, sacudo e entrego ao tempo.



É isso.
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