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Mostrando postagens com o rótulo relicário

sol, névoa e algum verão

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Verão. Faz sol. Mais que chuva. E venho por meio deste (texto?) falar de um livro. Ano passado estive ausente de minhas crônicas porque senti necessidade de escrever algo que se alargasse em tamanho. Embora existam contos mais longos que novelas ou outros gêneros textuais, eu quis escrever um romance. Talvez eu tenha sido atacada pela vaidade máxima que se apodera de alguns autores. Ou talvez tenha sido por uma vontade simples; como ir ao cinema ou molhar as plantas. É isto. Eu escrevi um romance porque senti vontade de molhar as plantas. A diferença está na elaboração da tarefa. Mas não irei falar sobre escrever romances ou dar dicas e cometer o pecado de dizer que foi fácil ou difícil. Apenas foi. Por alguns dias, me sentei por duas horas ou mais, e me deixei levar por uma história simples, mas que precisava ser contada. Um personagem crescia diante do outro, um conflito surgia a cada passo em que eu me deixava contar o que estava para acontecer. Não foi truque de mágica o...

cena de teatro

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Engraçado é notar que a gente nunca imagina aonde vai dar nossa loucura que pode ser literatura ou arte e que anda pelo mundo. Eu já participei de peças de teatro. E faz tempo. Aos 16 anos. Nunca fui boa atriz. Lembro que escrevi uma ou duas peças em parceria com Fábio Cardoso (amigo de escola). E o tempo passou e eu parei de fazer teatro e comecei a escrever algumas coisas. Aí comecei a estudar Letras e vi: sim, literatura é o meu campo. No entanto, eu nem sabia o que eu iria plantar. Mas daí eu passei a escrever mais e mais, publiquei livros (metida a besta?). E é isto. Sigo escrevendo. Um dia, um amigo que adoro e admiro e rasgo seda, o Eder Asa, me disse que havia escrito algo para um espetáculo de teatro (ou cena de teatro) e que havia usado alguns textos meus. Fiquei pasma. Como assim? Teatro? Eder é ator e escritor (embora insista em dizer que não). Ele e uma amiga, Maria Luz, criaram o espetáculo A Vida é tão Outra Coisa. Fiquei feliz e super ‘não sei nem o ...

sinfônica adulterada

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Um dia eu decidi que seria escritora. Bendita hora. Me caiu como uma luva. Mesmo que eu sempre me sinta imatura com relação ao meu trabalho, continuo acreditando que seja este o caminho certo. E, dia dessas, eu estava lendo um trecho da Clarice Lispector, e foi direto em minha opinião no que diz respeito a escrever, ser escritor e fazer disto um ofício. "Ainda continuo um pouco sem jeito na minha nova função daquilo que não se pode chamar propriamente crônica. E, além de ser neófita no assunto, também sou em matéria de escrever para ganhar dinheiro. Já trabalhei na imprensa como profissional, sem assinar. Assinando, porém, fico automaticamente mais pessoal. E sinto-me um pouco como se estivesse vendendo minha alma. Falei nisso com um amigo que me respondeu: mas escrever é um pouco vender a alma. É verdade. Mesmo quando não é por dinheiro, a gente se expõe muito. Embora uma amiga médica tenha discordado: argumentou que na sua profissão dá a sua alma toda, e, no entan...

um gato entre os pombos

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Edição 43 do site e scritoras suicidas . E eu inventei de estar lá. E, através do mundo virtual (Este que muitos falam mal, mas estão todos aí, conectados, vidrados, viciados e coisa e tal), conheci Neusa Doretto (poeta que escreve o blog Poesia Rápida ). N. Doretto também tem seu espaço no escritoras suicidas. Eu recomendo . E adoro este título (Um gato entre os pombos) Livro de Agatha Christie. É isso. Um abraço para todos. E um beijo especial para o Papa e o Rei da Noruega. Agradeço à Mariza Lourenço pelo convite.

lilith oratória

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Mulher que se preza finge orgasmo. Nem sempre, é claro.  Mas palhaço algum faz a plateia inteira sorrir em todo espetáculo. Mulher de Graça, Ave Maria Descalça, Traça de Homem vivendo à risca do risco da mão de Deus. Respeita mandamentos, tateia pelo chão e rasteja à oração da manhã. Deus, não faça ouvido de quem não sente. Ouça-me uma vez. Falo direto com você. Não gosto de meia palavra e por isso vou direto ao Divino Ponto G. Inventaram que eu tinha tal ponto e que ele me elevaria aos céus como se fosse levada pelas mãos de Zeus que é Deus que é Você. Minha religião é tudo. Da zombaria ao catolicismo esquemático de olhar na cara de um padre e devorar a hóstia consagrada feita de farinha e água. Gosto ruim não é Teu Corpo, Pai. Dizem ser Teu Sangue que recebo, mas, como creio que seja o mais belo dos seres, não pode ser insosso o Pai que me criou tão bem ordenhada filha, mãe e a entidade que sou. Que não sou apenas uma. Sou milhares. Mas duas incorporam minha lada...

Eu no Jô (Entrevista)

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Entrevista que irá ao ar no ano tal. Logo após o carnaval. Mas este não é o assunto deste post (linguagem de blog). Escrevo para dizer aos meus queridos amigos leitores e amigos de verdade que, se porventura souberem de quem se trata a autoria do blog Intimidade , informem ao autor ou autora que plágio é crime. Tudo bem, estamos na internet. Tudo vale. Eu posso me fazer passar pela Fernanda Young se eu quiser. Mas minha índole não me permite. Escrevo este blog porque levo a sério este trabalho (o ofício de escrever). Não escrevo para atrair homens, mulheres, servir de guia turístico, entrar pro Guinness ou sei lá o quê. Escrevo porque acredito que Literatura existe (Sou ingênua). Mas os motivos que me levam a escrever são meus e não devo explicações. No entanto, quando entro em um blog (repetindo o endereço do famigerado: Intimidade ) e me deparo com textos meus sendo assinados por outra pessoa é de doer a cabeça. Por que não plagiam Dostoievski? ...

seres de transformação

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Para ler SERES DE TRANSFORMAÇÃO clique AQUI . E leia o Projeto/Blog Literário Caneta, Lente e Pincel . Um beijo para todos.

auto-ajuda e propaganda eleitoral

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Finalmente todos os segredos foram revelados: O real motivo do divórcio entre Xuxa e Pelé. Os segredos que envolvem a Rainha Elizabeth. A quantidade necessária de paus para se fazer uma canoa. Se você quiser saber de tudo isso e muito mais, basta não clicar na imagem abaixo. E, se você está cansado de propostas indecentes, mentiras e roubalheiras, confie em mim. Um dia seremos todos felizes. Ou não. Valeu Marcelo . Foi legal responder ao questionário. Obrigada pela oportunidade. Um beijo para todos.

flores de domingo

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Pequena Resenha Crítica Livro "Artesã de Ilusórios" - Um Tremendo Bordado Literário de Letícia Palmeira A compreensão não é um saber abstrato. É um saber em ação. (Paulo de Camargo) — Mas, afinal de contas, o que é mesmo que Letícia Palmeira escreve? Como classificar sua primeira obra, a estréia em alto estilo, de salto alto? Conto, crônica, ficção, prosa em verso, prosa poética, derramas subjetivos, criações letrais, pirações, qual a classificação narrativa do exuberante livro "Artesã de Ilusórios", Editora Universitária, UFPB, 2009? Essa é a questão. Você começa a ler e, baba baby, fica encantado; acha que está entrando num conto, depois periga ver é ensaio, quando não começa meio croniqueta e vira conto, ou vice versa, para não dizer que não falou de flores, ela entra e sai toda prosa de narrativas mirabolantes que seduzem, cativam, tornam o livro um mosaico de tudo o que ela purga, fermenta, depura; olhar de artista descrevendo a ...

pluct plact zum

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Aprendi com meu avô, que era caixeiro viajante, que a propaganda é a alma do negócio. Mentira. Meu avô não era caixeiro viajante. Porém, propaganda é alma. Para os que se aventuram a ler minhas mal traçadas linhas, estou no cronópios. Clique na imagem e pluct, plact, zum. E Andy Warhol estava completamente certo.

augusto dos anjos, jornal nacional e liquidação

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Paraíba – mulher, macho, sim, senhor O que o Jornal Hoje não mostra Resumo dos frutos Poesia de Augusto de Anjos, prosa de José Lins do Rego, Ponta do Seixas (Aqui o sol nasce primeiro), Algodão Colorido, Pólo industrial (Campina Grande está entre as cidades brasileiras mais desenvolvidas industrialmente), Povo acolhedor, Há seca, mas existe água também, água e peixe, Tambaba e sol nascente (Melhores praias de águas puras), Grandes centros universitários, Profissionais bem formados, Doutores quase todos. João Pessoa já se tornou metrópole. Já existe até sequestro por aqui. E a Paraíba tem EFRAIM. Ou será o contrário? O clima é perfeito. Embora quente, mas é verão o ano inteiro. Tem arte, tem Fenart , tem Baluartes (Vide Academia Paraibana de Letras). Aqui tem de tudo. Até refilmagem do filme The Day After. Sábado, manhã, inauguração de loja, liquidação de eletrodomésticos, muitos feridos e um óbito. Esta cena o Jornal Nacional não mostrou. Não por falar mal ...

andando pelo mundo

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O Cronópios tem sido um lugar onde me faço e refaço em leituras. Quando Germano Xavier me apresentou o site, eu andava por demais ocupada com meu umbigo. É incrível como se pode esquecer que há um mundo fora de nós e que há gente trabalhando e fazendo outras histórias. Então divulgo um filme de Pipol e produzido por Elaine Xavier e Ricardo Biserra. O filme mostra fotografias, voz e sabedoria de um fotógrafo que, de forma simples, fala de um mundo de imagens que contam histórias. Basta clicar na imagem. E que todos tenham uma perfeita sessão de cinema de grande qualidade. Um beijo para todos.

o perdão

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Em tempos de crimes, o perdão. Por Juljan Palmeira Raskolnikoff, personagem do famoso "Crime e Castigo" de Dostoiévski, apresenta, em um trecho da história, uma frase que trago sempre comigo, a qual transformei em uma das minhas filosofias de vida: "Sou um homem porque erro" — diz o jovem pusilânime em um dos muitos fluxos de consciência presentes na obra. Esta é a melhor definição que se pode ter de um homem: é o erro que nos faz humanos. Por conta dessa natureza falível, deveríamos ter o perdão também como uma característica inerente à nossa condição mortal. Se erramos muito, deveríamos também perdoar em demasia. Perdi a conta de quantas vezes errei e de quantas vezes tive que me perdoar por cometer o mesmo erro. Ao reconhecer meus próprios erros e aceitá-los como parte de mim, fui capaz de perceber que todos aqueles a quem já julguei incorretos não mereciam minha condenação, mas minha compaixão e, acima de tudo, meu perdão. Muitas vezes temos o ímpe...

mercado de trabalho e Roger Waters

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Em meu blog estou sempre a escrever histórias que invento ou não. Ficção baseada em fatos extraordinários ou apenas ordinários. Porém, há mais o que se dizer. Falar do mundo, de acontecimentos, de livros que leio, da morte da bezerra e assim por diante. Há muito sinto vontade de ampliar esse espaço e divulgar algo mais que o meu Eu-Lírico. E decido começar hoje. Deixo, aos amigos leitores que passarem por aqui, um texto escrito por um colunista em um site que, não somente fala de política, como também de outros assuntos e fatos a respeito do mundo e da Paraíba. O colunista é meu irmão (Por coincidência). Juljan Palmeira (Nome diferente. Culpa de nosso pai) é professor de Língua Portuguesa, Mestre em Lingüística e Psicanálise pela Universidade Federal da Paraíba, cursa seu doutorado na mesma instituição, assiste televisão, fala de política e futebol, coleciona discos de vinil, é fã dos Beatles, Pink Floyd, Chico Buarque e recita Fernando Pessoa em reuniões de amigos. Uma pessoa comum. ...

joni mitchell, Veja e fauna e flora

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Estou ouvindo Joni Mitchell e sou romântica e a Veja é uma revista que me causa diversos males, mas é preciso que se leia. Sou uma péssima vendedora de livros, não sei fazer marketing pessoal e o perfume do Jasmim de minha vizinha invade minha casa durante o dia. E hoje estou me preparando para colocar em ordem as cadernetas de minhas turmas. E vou corrigir provas e trabalhos e telefonar para minha mãe e ela vai dizer que sou meio desligada e nunca dou as caras. Minha mãe sempre tem razão. A pergunta que deve estar na ponta da língua é: E daí? E daí mesmo. Certas coisas são tão nossas que chega a ser crime torná-las públicas. Mas, acredito eu, coisas boas devem ser registradas. Hoje estou feliz porque recebi um e-mail do Cronópios e lá está um texto que escrevi. E compartilho com vocês que leem minhas linhas feitas de avessos um instante de uma vida. É só clicar na imagem e dar uma olhada, ler, reler e ler mais e assim por diante. E ouço Folk pela manhã. Joni Mitchell ...

artesã de ilusórios

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Um belo dia decidi que escreveria um livro. Em minha imaginação, tudo seria simples. Uma capa, muitas folhinhas cheias de palavras, muitas idéias para a capa, contracapa, prefácio, muitas imagens e eu poderia publicar um livro, plantar uma árvore e viver feliz com meus botões. Mas o quadro foi bem diferente do que sonhava minha mente infantil. Em fevereiro de 2009, eu já estava com todo o material que seria publicado e saí em busca de editoras. Recebi orçamentos, muitas palavras de encorajamento, oportunidades de ter um livro meu publicado e divulgado via internet. E eu só queria o livro pronto. Nada mais. Um livro com as minhas palavras que ora vêm trocadas, ora consigo deixá-las na linha. E, com a ajuda de muitas pessoas, fui tecendo o livro. Entrei em contato com a Editora Universitária, aqui em João Pessoa mesmo, e o editor me disse pra enviar o material por e-mail, com as devidas correções e, em um passe de mágica, o sonho seria, de uma vez por todas, concretizado. Eu não s...

fio de ariadne

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Com grande alegria, recebi e aceitei o convite da Vanessa Anacleto para participar de uma entrevista em seu blogue Fio de Ariadne . Foi muito bom responder questões que, até hoje, poucos sabem a meu respeito. E eu falo a respeito do presidente dos Estados Unidos, gripe suína, minha última viagem para o Egito, casamento entre pessoas do mesmo sexo, Vaticano, política e outras coisas mais. Agora, sem brincadeiras, quem quiser saber algumas de minhas opiniões acerca do mundo, é só dar uma olhada no blogue da Vanessa . Agradeço de coração, Vanessa. Quem quiser dar uma lida, é só clicar na imagem abaixo. E mais beijos aos que passarem.

nota nada musical

Certa vez, enquanto conversava com um amigo acerca do mundo virtual, falamos a respeito dos motivos de se escrever em um blog. Percebi que o espaço virtual é uma forma de liberdade. Pessoas escrevem todos os dias, falando desde dores de barriga à questões políticas. No meu caso, uso esse espaço para criar histórias. Ou contos. Não sei. Faço do afeto literário uma oficina onde aprendo, cada vez mais, a manter meus pés no campo ficcional, tratar de literatura que é o meu objeto de estudo e, assim, mantenho o meu objetivo de seguir escrevendo, recebendo comentários e críticas e acreditando que liberdade e libertinagem se diferem por uma linha bastante sensível. Pessoas de bom senso sabem fazer uso da liberdade. Quanto à libertinagem, eu tento esquecer e apago comentários que não demonstram interesse no que escrevi ou que fujam do contexto. Pode parecer que estou dando satisfação e estou. Assim que entro em meu blog, dou de cara com um comentário sarcástico e de mau gosto. Coisa que nun...

domingo é todo dia

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Hoje é domingo e muitos saem de casa e enfrentam o sol e o mar. Eu sou meio casulo. Fico em casa, ouvindo Beatles, assisto TV e como bastante caloria. Sou normal e comum. Eu pensei em escrever antes, mas quem me conhece sabe que sou tímida e coisa e tal e assim eu sigo. Mas não posso deixar passar porque é bom, é humano e é perfeito agradecer. A Mariza me convidou e eu aceitei e lá estou eu na Germina. Eu fiquei feliz e mais que feliz e contente demais. Não sou de estragar a festa dos outros e também não estrago a minha. Aproveito até o fim da festa. Então, hoje é domingo, ouço Beatles e agradeço à Mariza Lourenço que me abriu essa porta. E janela também. Outros agradecimentos, dedico aos amigos que me trazem força e me fazem seguir. Todos vocês. Zélia Palmeira, Lorena Ferrari, Leandro Neres, Germano Xavier, Vidal, João Neto, Márcio Almeida, Beto Canales, Biba, Mai, Elcio, Monday, Glaucia, Du, Narradora, Emiliana e muitos outros amigos que, mesmo que não escrevam em blogues, me acom...