06 outubro 2013

cena de teatro







Engraçado é notar que a gente nunca imagina aonde vai dar nossa loucura que pode ser literatura ou arte e que anda pelo mundo. Eu já participei de peças de teatro. E faz tempo. Aos 16 anos. Nunca fui boa atriz. Lembro que escrevi uma ou duas peças em parceria com Fábio Cardoso (amigo de escola). E o tempo passou e eu parei de fazer teatro e comecei a escrever algumas coisas. Aí comecei a estudar Letras e vi: sim, literatura é o meu campo. No entanto, eu nem sabia o que eu iria plantar. Mas daí eu passei a escrever mais e mais, publiquei livros (metida a besta?). E é isto. Sigo escrevendo.







Um dia, um amigo que adoro e admiro e rasgo seda, o Eder Asa, me disse que havia escrito algo para um espetáculo de teatro (ou cena de teatro) e que havia usado alguns textos meus. Fiquei pasma. Como assim? Teatro? Eder é ator e escritor (embora insista em dizer que não). Ele e uma amiga, Maria Luz, criaram o espetáculo A Vida é tão Outra Coisa. Fiquei feliz e super ‘não sei nem o que dizer’ porque a surpresa foi enorme. Hoje, 6 de outubro de 2013, Eder me escreveu (lindamente) e me enviou a sinopse do espetáculo (que participou do 6º Festival de Cenas Curtas de Uberlândia que ocorreu no mês de setembro) e ele também me enviou fotos e uma entrevista a respeito do espetáculo. Infelizmente não pude estar lá para ver o Eder e a Maria fazer vida do que escrevo. Mas li a sinopse, vi as fotos e decidi compartilhar com os leitores do afeto literário. Porque escrevo para todos e com todos. E há carinho em tudo que mostro. E fé na arte que ferve as plateias que a aplaudem.


Segue a sinopse.
Salve Eder. Salve Maria.
Vocês me deram vida.
Eu agradeço e aplaudo.







A Vida é tão Outra Coisa

SINOPSE

Permeados por uma densa atmosfera de tédio e conflito, um relacionamento desgastado, um casal que não se comunica e um ambiente de difícil convivência. Assim, inicia A Vida é tão Outra Coisa, que já na primeira cena traz o existencialismo de Sartre e a existência da mulher que não quer saber de livros. Silêncio. A cena trata de questões humanas e sensórias, vai de encontro ao mais cruel realismo e, em sua pouca duração de cena-espetáculo, soma-se às doses necessárias de lirismo cotidiano. Traz a estética da web-literatura, seus diálogos rápidos e sua verdade crua. Ainda há amor? Falar em amor não é exagero? Você já reparou que todo mundo anda exagerado? Qual é o teu exagero?


A partir de textos e do universo lírico de Letícia Palmeira.

(Sinopse: Eder Asa e Maria Luz)















Enfim.
A vida segue.
E, em tudo, há espetáculo.  








(Todas as imagens foram cedidas por Eder Asa)