16 janeiro 2015

sol, névoa e algum verão









Verão. Faz sol. Mais que chuva. E venho por meio deste (texto?) falar de um livro. Ano passado estive ausente de minhas crônicas porque senti necessidade de escrever algo que se alargasse em tamanho. Embora existam contos mais longos que novelas ou outros gêneros textuais, eu quis escrever um romance. Talvez eu tenha sido atacada pela vaidade máxima que se apodera de alguns autores. Ou talvez tenha sido por uma vontade simples; como ir ao cinema ou molhar as plantas. É isto. Eu escrevi um romance porque senti vontade de molhar as plantas. A diferença está na elaboração da tarefa. Mas não irei falar sobre escrever romances ou dar dicas e cometer o pecado de dizer que foi fácil ou difícil. Apenas foi. Por alguns dias, me sentei por duas horas ou mais, e me deixei levar por uma história simples, mas que precisava ser contada. Um personagem crescia diante do outro, um conflito surgia a cada passo em que eu me deixava contar o que estava para acontecer. Não foi truque de mágica ou genialidade. Eu quis contar a história que intitulei de Sol e Névoa. E, em minha busca incansável por disciplina, pois sinto dificuldade extrema de seguir comandos ou regras, precisei, para escrever este livro, camuflar minha própria preguiça e deixar que enunciados fluíssem, que o enredo se estendesse além de minha vontade de cortá-lo (por pressa e imaturidade como autora). Então, foi em 2014. Surgiram personagens e tentei, com todo cuidado, moldá-los ao que a história pedia. Mas será que história pede alguma coisa? Será que escrever é mais ato mecânico do que intuitivo? Estas perguntas me perseguem. Porém, não mais que a vontade de escrever e criar, no íntimo de nossos dias, algo que seja lido. Não escrevo para mim mesma. Escrevo para um leitor, que pode ou não gostar do que lê. Mas é só desta forma que o círculo se completa. Só molhamos as plantas que existem. Comparação estranha esta. Mas é isto. Sol e Névoa é romance de beijo na boca e canções. O enredo ocorre assim como correm os dias. Não há terceiras intenções. Mas há segundas, que só virão à tona ao virar das páginas, sob o desassossego admirável de cada linha.






Sol e Névoa, romance publicado em 2015, pela Editora Penalux.
Autora: Letícia Palmeira (uma mulher comum)

Caso queira saber mais do escrito, clique AQUI.
Para adquirir o livro, há o site da editora.







Aos leitores e amigos, minha gratidão.
Sempre.

3 comentários:

Luis Eme disse...

gosto da capa e acho que também vou gostar do "miolo".

parabéns Letícia.

abraço

Ingrid disse...

gostei!
sucesso.
beijos e um lindo findi.

Bruno Oliveira disse...

Pra mim, escrever, sempre foi um ato intuitivo. Quando me disponibilizo a isso, traço garranchos numa folha em branco e deixo as palavras virem uma a uma numa boa. Eu me divirto com isso. Talvez, ao editar o texto, ao resgatá-lo dele mesmo, essa naturalidade se perca um pouco e se torne algo mecânico sim. Porém, ao revisá-lo sempre surge algo novo, algo que eu não tinha pensado antes e, veja só, o troço fica até que bom, viu!! Eh, escrever também é um tipo de ruminação.

Parabéns pelo novo livro, Letícia!!
Que ele alcance novos horizontes.
Sucesso!!

:)