21 junho 2016

a obscena necessidade do verbo








Ocorreu a vontade de escrever e, com ela, o tempo de se deixar devota da escrita. Em 2014 comecei a elaborar o que se tornaria a obscena necessidade do verbo (Penalux - 2016). O escrito mais curto que publico. Curto e de muitas mãos. O original passou por diversas leituras e revisões. Sou dessas que escreve e pede a amigos apreciação. No tempo em que surgiu o manuscrito, nada era certo. Eu não sabia se o publicaria. Eu não sabia se queria publicar. Eu sabia apenas que precisava escrever. E, quando terminei, que fechei o caderno no qual o escrevi, pensei em deixá-lo quieto. Porém, em 2015, decidi reler e fazer com que fosse visto. A preocupação inicial era o gênero. Não é conto. Não é romance. Não é coisa alguma. Será? Minha análise é o próprio livro. Tentei, com unhas e palavras, dar voz a uma personagem que me perseguia por tempos. Lucélia não podia calar. E muito embora não fale com voz marcada, em a obscena necessidade do verbo, Lucélia está desperta. Em poucas páginas que me fizeram, por vários dias, tão cativa quanto curiosa, há coisas com as quais gosto de trabalhar. Coisas miúdas. Coisas esquecidas. Poeira sob o tapete que, por teimosia, sacudo e entrego ao tempo.



É isso.
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7 comentários:

Luis Eme disse...

Boa!

Já vi que tenho de dar uma saltada ao Brasil, para ter um livro da Letícia, que tem mesmo uma necessidade obscena do verbo (e que seja sempre assim...).

Que seja o sucesso que as tuas palavras merecem (e elas merecem muito, com substantivos e tudo...).

Luis Eme disse...

(e gosto muito do teu gosto estético, das tuas capas)

Bruno Oliveira disse...

Uau!! Mais um??? Meus parabéns, amiga Letícia!! Mais um livro livre, leve e solto neste mundão de meu deus!! Tô muito feliz por ti. Parabéns, menina. :)

Renata Bittes disse...

Bacana! É sempre bom ver o sucesso de alguém que necessita da escrita concretizado em uma estante de livraria. Parabéns!

Letícia Palmeira disse...

Obrigada pelo carinho, meus caros amigos.

Rafaelle Benevides disse...

Eu adoooro os seus escritos! Meu blog de poesia está parado há alguns meses, a poesia fica guardada para alguns momentos da vida. Tenho escrito outro blog atualmente, mas você é sempre uma boa leitura de inspiração.

CÉU disse...

Parabéns, Letícia! A escrita tem de estar e andar na rua, embora a minha esteja na gaveta - risos..

Beijo e bom domingo.