31 julho 2017

o porta-retrato











Decidi escrever contos. Após publicar romance e tentar me enveredar por novelas, fui tomada pela necessidade de conhecer um pouco mais do gênero literário que mais me envolve. Eu adoro contos. E meu apego pelo gênero começou quando li O Bilhete Premiado, de Anton Tchekhov. Lembro ainda do frenesi que senti depois de ler aquela narrativa tão concisa e irônica. Me apaixonei. Nunca me passou pela cabeça que me tornaria escritora e que, um dia, iria me sentar para desafiar palavras e construir contos.

O primeiro a ser escrito foi O Porta-Retrato, conto que dá título ao livro. Passei dias com a história rondando minha mente. Criei personagens, dei nomes a eles e inventei conflitos que, geralmente, não invento. O Porta-Retrato é diferente por isso. E também difere por ser o primeiro livro no qual me propus a escrever contos que apresentam características que apenas ensaiei escrever. Deixei que a loucura, a perversão, o horror e o amor dos personagens tomassem corpo no livro. O prefácio foi escrito por Mônica Ferraz, professora do Departamento de Letras da Universidade Federal da Paraíba. A publicação é da Editora Penalux, que é paciente com meu temperamento de autora que está sempre querendo publicar algo. E não creio que seja por vaidade. Não escrevo mais por vaidade. Como eu disse um dia, agora escrevo por considerar que seja este meu desafio. Meu trabalho. Meu princípio.




Aos leitores, o livro está disponível no site da Editora.




E no dia 06 de agosto de 2017, no Café da Usina Energisa, às 19h, João Pessoa – Paraíba – Brasil, terá o lançamento. É isso. O Porta-Retrato é livro.










2 comentários:

Luis Eme disse...

(e eu aqui calado, a fingir que não li "O Porta-Retrato"... que acabou por me surpreender, por ter lá dentro um outro amor, mais puro, mais para todo o sempre...)

Olá Letícia, como de costume gostei de te ler.

Fiquei surpreendido pelo final (acho que era isso que pretendias). Mas ao longo do texto nunca achei que aquele fosse um amor de irmãos, por não pensar que podia ser uma "colagem" de pele, um "reflexo" no espelho da infância... a memória latente de uma ausência inesperada, uma despedida que ficou por fazer...

O comentário acaba por substituir outra conversa nossa.

Que seja uma festa bonita, contista.:)

Letícia Palmeira disse...

Luís,

A festa foi bonita. E te enviarei o livro.

Com todo carinho.