24 setembro 2009

artesã de ilusórios







Um belo dia decidi que escreveria um livro. Em minha imaginação, tudo seria simples. Uma capa, muitas folhinhas cheias de palavras, muitas idéias para a capa, contracapa, prefácio, muitas imagens e eu poderia publicar um livro, plantar uma árvore e viver feliz com meus botões. Mas o quadro foi bem diferente do que sonhava minha mente infantil. Em fevereiro de 2009, eu já estava com todo o material que seria publicado e saí em busca de editoras. Recebi orçamentos, muitas palavras de encorajamento, oportunidades de ter um livro meu publicado e divulgado via internet. E eu só queria o livro pronto. Nada mais. Um livro com as minhas palavras que ora vêm trocadas, ora consigo deixá-las na linha. E, com a ajuda de muitas pessoas, fui tecendo o livro. Entrei em contato com a Editora Universitária, aqui em João Pessoa mesmo, e o editor me disse pra enviar o material por e-mail, com as devidas correções e, em um passe de mágica, o sonho seria, de uma vez por todas, concretizado. Eu não sabia como funcionavam questões editoriais, prazos e muitas viagens à editora pra ver o livro sendo construído. O livro Artesã de Ilusórios nasceu de um conto, narrativa, texto que traz o mesmo título. E, na procura por uma capa que vestisse bem o que eu havia escrito, enviei um e-mail à artista plástica Jô Cortez que, prontamente disse poder fazer com grande alegria uma tela que ilustrasse meu trabalho. E, no meio do caminho, encontrei uma pessoa que se dispôs a me ajudar. Logo, passei a enviar e-mails. A querida amiga e escritora Eulália Isabel Coelho (Biba) aceitou de boa vontade e grande generosidade ler o material que eu enviei e escrever algumas palavras que ilustrassem a contracapa. Palavras que já receberam muitos elogios dos poucos que já estão com o livro em mãos. O prefácio não poderia ser escrito por outra pessoa que não a Zélia Maria, especialista em Literatura Anglo-Americana, grande amiga com quem falo a respeito de literatura, falo de meus textos e ela me ajuda a ver onde preciso refazer palavras e consertar pensamentos que não ficam muito claros quando escrevo. E corri com o tempo pra fazer tudo como deve ser feito. Diagramação da capa, do livro em si, revisão, outra diagramação e assim por diante. Foram muitas revisões, releituras, muita organização e fé para que a Artesã existisse no plano material. E, em outro belo dia, o editor José Luiz disse que gostaria de levar meu livro à Bienal do Livro no Rio de Janeiro. E fomos. O livro e eu. Pude estar lá, ver a reação das pessoas ao tocarem o livro, fiz amigos e fiz mais fotos do que se fosse dia de casamento. Eu digo que foi um pré-lançamento porque haverá outro lançamento aqui em João Pessoa, cidade onde moro. Já recebi e-mail de amigos querendo adquirir o livro em questão e decidi escrever no afeto e dizer que sim, podem adquirir o livro entrando em contato comigo. Eu bem queria ter escrito uma página só de agradecimentos, mas esqueceria alguém e isso seria injusto. Tenho muito a quem agradecer. Vocês que, desde sempre vêm ao afeto, leem o que exponho e me encorajam e me fazem, cada vez mais, seguir adiante. Pretendo escrever por muito tempo. Mesmo que esse muito tempo seja apenas um raro instante.

E para ler Artesã de Ilusórios (204 páginas em papel pólen e tamanho normal) basta entrar em contato comigo, enviando um e-mail para leticiapalmeira@gmail.com. E ficarei mais feliz, autografando livros para os meus amigos escritores e pensadores do mundo virtual.

No fim das contas, que é ponto que agora chego, estou feliz. É gratificante. E sobre o conteúdo do livro, adianto que tentei fazer do artesanato, palavras.