15 outubro 2016

margem










Não quero a obrigação tardia. Hoje, movida de vida e boca a boca, quero o encontro das mãos e pernas. Nada erótico. Quero a profundida do beijo eterno dos cinco minutos passados.

Eu me rendo.

Eu me entrego.

Justo é o passar das horas e minhas esperanças transitam líquidas pelos ponteiros do relógio. Amo com a fome de um pássaro que come aos poucos. Devorada de alegria, me acerto com minhas mágoas intranquilas. Sonolentas, conversam entre si. Eu lhes permito existir. Porém, não lhes permito o palco de meu ser. Não sou mulher de vitórias. Sou simples como a fé que guia os pés dos romeiros que buscam libertação para o sofrimento alheio. Estou sempre à margem da história.












3 comentários:

Luis Eme disse...

És a que escreve a história, és a observadora atenta.:)

beijinhos Letícia

Erica de Paula disse...

Estamos sempre à margem da história.
Lindo texto!
Admiração imensa. <3

graziela zeligara disse...

sim!